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ACIC teme pela saúde financeira das empresas

Notícias 03 de julho de 2020

A presidente da Associação Comercial e Industrial de Campinas (ACIC), Adriana Flosi, não tem medido esforços para garantir que as empresas possam superar essa crise e, consequentemente, preservar os empregos. Na manhã de ontem, sexta-feira, 03 de junho, por telefone, ela solicitou à secretária de Desenvolvimento Econômico do Estado de São Paulo, Patricia Ellen, que o Estado passasse a região de Campinas para a “Fase Amarela” para que o comércio pudesse abrir, à partir de segunda-feira, dia 6, por 6 horas, com 40% do atendimento, incluindo cabeleireiros, restaurantes, bares e academias.

A pauta foi retomada no final da tarde, em uma reunião online com a secretária Municipal de Desenvolvimento Econômico, Social e de Turismo de Campinas, Alexandra Caprioli e representantes da ACIC e de outras entidades representativas dos setores produtivos de Campinas e comerciantes. “Não tem sentido a cidade de São Paulo passar para a “Fase Amarela” e, Campinas, ser rebaixada para a “Vermelha”. Os empresários não aguentam mais e essa situação. Não tem como manter os empregos se não reabrir o comércio. Não há dinheiro. O dinheiro do Pronampe não chega. Estamos todos preocupados e não temos como suportar mais”, diz.

A videoconferência contou com a participação de 95 lojistas que contribuíram com sugestões, que vão desde a ampliação do horário do comércio, por considerar ser justamente o horário reduzido que provoca as aglomerações, alterações de pontos de parada do transporte coletivo, instalação de túneis de desinfeção na Rua 13 de Maio e realização de desinfecção dos locais de maior movimento. Adriana também deixou clara a posição da ACIC de não aceitar o tratamento diferenciado para comerciantes de shoppings e de rua. As normas devem ser iguais para todos, inclusive com rigor na fiscalização daqueles que estão abertos, infringindo o decreto e desrespeitando e prejudicando os lojistas que fazem tudo certo e acabam sendo os mais penalizados. Alexandra Caprioli, na qualidade de interlocutora da Prefeitura de Campinas, garantiu que encaminhará faz sugestões para a análise da administração pública e que continuará em contato com as entidades representativas dos empresários para discutir e tentar atender os seus pleitos.

Mais leitos

A presidente da ACIC ainda sugeriu que a estrutura do Hospital Albert Einstein, instalado no Pacaembu seja trazida para Campinas, para atender à demanda da região, considerando que é ela quem está impactando na ocupação dos leitos na cidade. “Desafoga a pressão no número de leitos e o comércio pode reabrir”, opinaEla citou o exemplo de uma das unidades de saúde estadual, em Campinas cujos 26 leitos de UTI COVID estão ocupados, mas, dos quais apenas três leitos por pessoas da cidade e, o restante, por pacientes de municípios vizinhos. “Então, não dá para o comércio das cidades do nosso entorno estar aberto, produzindo doentes, e mandando os pacientes para cá e Campinas ser obrigada a permanecer com o comércio fechado. Isso está errado e não é justo com a nossa cidade”, comenta Adriana.

 

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