
Do Diário do Comércio
Em pleno ano eleitoral e em meio a um cenário bastante polarizado politicamente, a Constituição de 1998 ainda é o principal instrumento para garantir estabilidade política, segurança jurídica e desenvolvimento econômico. Essa é a posição do ex-presidente Michel Temer, que participou da reunião mensal do Conselho Político e Social (Cops) da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) na última segunda-feira, 09.
Segundo ele, o país só poderá avançar se houver cumprimento rigoroso das regras institucionais e constitucionais. Porém, hoje há uma crise marcada menos por divergências programáticas e mais por uma radicalização de posições. “O que ocorre hoje não é uma polarização de ideias, mas de pessoas, e isso gera insegurança jurídica e social”, afirmou o ex-presidente.
Temer criticou o uso excessivo de rótulos ideológicos no debate político, o que, segundo ele, deve atrapalhar o processo eleitoral, já que a democracia depende de uma oposição leal e de governantes comprometidos com o diálogo e a moderação. “Os conceitos de esquerda e direita estão superados. O que interessa ao povo é resultado: emprego, segurança, água, energia”, disse, ao defender que políticas públicas devem ser avaliadas pelos seus efeitos concretos na vida da população.
Também reforçou que o conceito de "Ordem e Progresso" da bandeira nacional não é meramente decorativo, mas uma diretriz prática: "Você só pode ter progresso se tiver ordem". Temer, que também foi deputado constituinte, disse que essa ordem não é subjetiva, mas definida pelo estatuto que cidadãos e autoridades devem obedecer: a Constituição, que dá as diretrizes para os problemas do país, de saúde pública (como a pandemia) até demarcações de terras indígenas e preservação ambiental. "Não está na Constituição que 'todo o poder emana do povo'? Então é a vontade do povo que está no texto constitucional."
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