A Rede de Associações Comerciais e mais de 60 entidades do setor produtivo divulgaram manifesto, no qual defendem que a discussão sobre mudanças na escala de trabalho ocorra apenas em 2027, com responsabilidade e fora do ambiente eleitoral.
O grupo reúne organizações do comércio, serviços, indústria, agronegócio, tecnologia e sistema financeiro. As entidades destacam os impactos sobre a geração de empregos, a competitividade e o crescimento econômico.
O documento alerta para o risco de tramitação acelerada. Projetos em regime de urgência ou medidas provisórias podem comprometer o debate técnico e a construção de consensos.
A avaliação aponta que mudanças estruturais exigem mais tempo de análise e demandam participação efetiva do setor produtivo.
O manifesto propõe que o tema seja discutido no próximo ano. A ideia é garantir um ambiente mais estável e decisões equilibradas.
O texto é assinado por Alfredo Cotait Neto, presidente da CACB, da Facesp e da ACSP São Paulo. “O pequeno e o médio empreendedor precisam ser ouvidos. O tema é complexo. Exige diálogo, tratamento adequado entre setores e muita responsabilidade”, destaca Cotait.
DIÁLOGO
O manifesto reforça preocupação com a condução do debate. Segundo o texto, a pressa indica falta de disposição para discutir consequências relevantes.
O documento também defende o amplo diálogo. Todos os agentes econômicos e sociais devem participar. O objetivo é construir consenso em torno de uma solução equilibrada. A participação do sistema produtivo é considerada indispensável. O foco está na preservação de empregos e no crescimento da economia.
Confira a íntegra do manifesto neste link