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WEForum consolida acordos internacionais e debate competitividade feminina na economia global

Notícias 03 de março de 2026

A quinta edição do Women Entrepreneur Fórum (WEForum), realizada nesta terça feira (3) em Brasília, foi marcada pela formalização de acordos internacionais e por debates estratégicos sobre competitividade, inovação e expansão empresarial liderada por mulheres. O Conselho Nacional da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) assinou memorandos de cooperação com representantes de Moçambique e da Índia, ampliando a articulação internacional do empreendedorismo feminino.

Para a presidente do CMEC, Ana Claudia Badra Cotait, a assinatura representa o início de uma agenda estruturada de relacionamento e desenvolvimento conjunto. “Esse memorando, ele deu um primeiro passo”, afirmou. Segundo ela, a próxima etapa envolve troca de informações, criação de projetos de capacitação e networking, estímulo à formalização e ao associativismo, além da construção de iniciativas bilaterais com a Índia. A presidente do capítulo brasileiro da Women’s Business Alliance do BRICS , Monica Monteiro, reforçou que a internacionalização exige preparo e suporte institucional. “Não é só exportar, é exportar e importar. E para exportar você tem que estar preparado para isso”, declarou, destacando responsabilidade e planejamento, além do papel das entidades, já que “você não pode fazer nada disso sozinha”.

No evento, a líder do setor de consumo da Ernst & Young América do Sul, Cristiane Amaral, apresentou estudo da empresa sobre tendências emergentes de consumo. Ela descreveu um cenário de margens pressionadas, estagnação de volume e limitação no repasse de preços. “A indústria já não consegue mais fazer repasse de preço, porque não há mais para onde aumentar”, afirmou. Segundo Cristiane, o consumidor exige simultaneamente preço competitivo, disponibilidade, experiência e saudabilidade. Ela ressaltou que erros de produção, estoque e canal representam perda de capital que poderia ser destinado à inovação. Diante de volatilidade internacional, conflitos e reconfiguração do varejo, a executiva destacou que a inteligência artificial deve apoiar previsões e decisões estratégicas. “Não é um mercado para amadores”, resumiu.

O painel Nós Criamos trouxe uma análise sobre a economia criativa como instrumento de construção de mercados. Ao moderar o debate, Carla Ribeiro afirmou que a proposta era discutir como os mercados são concretamente estruturados. “Mercados não nascem espontaneamente. Eles são estruturados por narrativa, design de produto, acesso a financiamento, plataforma de distribuição e posicionamento internacional”, afirmou. Para ela, posicionar mulheres como agentes centrais nesse ecossistema é estratégia de competitividade e inovação, capaz de transformar criatividade em ativo econômico.

No painel Nós Inovamos, Tania Reis, fundadora e CEO do Grupo Serpa, defendeu que inovação e internacionalização dependem de estratégia, alianças e capital relacional. “Empresário não perde tempo, empresário quer fazer dinheiro”, afirmou, ao destacar o fórum como ambiente de geração de negócios e conexões. Com 30 anos de atuação e experiência nos Estados Unidos e na China, ela ressaltou que não há internacionalização sustentável sem presença institucional e gestão de riscos. “No cenário internacional, lidera quem antecipa”, concluiu.

Experiências práticas marcaram o painel Nós Fazemos , moderado por Beatriz Guimarães, presidente do CMEC DF. A empresária Renata Rainha relatou que um convite para missão na China abriu caminho para cooperação internacional na área de saúde mental. Segundo ela, a agenda resultou em cooperação com o Instituto de Inteligência Tecnológica da China e em novo convite para palestra na Universidade de Moscou sobre sono e saúde mental. “O cuidado com o profissional é importante e isso é muito impactante no setor produtivo, em termos de produtividade e de melhores resultados para a empresa.”

O painel Nós Somos o Futuro, a embaixadora Tonika Sealy Thompsonn destacou que transformação tecnológica, crescimento industrial sustentável, qualificação estratégica e inserção internacional são pilares interdependentes da competitividade futura.

Ao avaliar o alcance do evento, Monica Monteiro afirmou que o encontro está sendo divulgado internacionalmente e lembrou que o movimento já passou por China e Rússia, seguindo agora para a Índia. “O Brasil tem muita coisa para oferecer para o mundo e o mundo para o Brasil. Não é só exportar, mas também trazer de fora para cá”, declarou, ao destacar o intercâmbio e as rodadas de negócios. Ana Claudia reforçou a mobilização nacional promovida pelo conselho, reunindo mulheres de diferentes estados e segmentos em uma agenda voltada à ampliação de oportunidades e ao fortalecimento da presença feminina no mercado global.

Foto: Daniel Fagundes/ TriluxT

Fonte: CACB

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